É para alertar para o problema que atinge mais de 50 milhões de brasileiros que a Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca (ABPO) criou uma data especial no calendário: 22 de setembro, Dia Nacional de Combate ao Mau Hálito.
A data foi instituída pela entidade há cinco anos para falar sobre prevenção e também promover campanhas e pesquisas sobre a halitose, que já é visto como um grave problema social, pois muitas vezes provoca o isolamento do portador, que pode ter sua vida afetiva e profissional prejudicada.
O maior problema é que quem tem mau hálito é sempre o último a perceber. Isto porque as células responsáveis pelo olfato rapidamente se adaptam ao odor constante, dificultando sua percepção. A boa notícia é que o mau hálito não é doença e tem cura. Segundo a ABPO, a maioria dos casos tem origem na boca e não no estômago, como muita gente acredita.
A redução da produção de saliva, a falta de água e a existência da saburra lingual, uma placa bacteriana esbranquiçada ou amarelada que fica no fundo da língua, estão entre as grandes causas do problema.
A halitose é um sinal de que algo no organismo está em desequilíbrio e deve ser identificado e tratado. Existem mais de 50 causas e em aproximadamente 90% dos casos a origem é bucal. Pode ser de origem fisiológica (hálito da manhã, jejum prolongado, dietas inadequadas), razões locais (má higiene bucal, placas bacterianas retidas na língua ou amídalas, baixa produção de saliva, doenças da gengiva), ou mesmo razões sistêmicas (diabetes, problemas renais ou hepáticos, prisão de ventre e outros).
Como o olfato se adapta rapidamente a qualquer odor constante, o portador de halitose acostuma-se com o próprio hálito, não sendo capaz de perceber o seu problema.
A melhor forma é perguntar a uma pessoa de sua inteira confiança se seu hálito está alterado ou costuma ser forte, em diferentes horários. Além disso, há profissionais capacitados que possuem aparelhos específicos para medir o seu hálito.
Sim. Existem profissionais especializados que podem solucionar esse problema, entretanto, o paciente tem papel fundamental na manutenção dos resultados.
Sim. Existem profissionais especializados que podem solucionar esse problema, entretanto, o paciente tem papel fundamental na manutenção dos resultados.
Além da questão da saúde geral do paciente, o mau hálito pode causar constrangimentos sociais, afetivos e até profissionais com um comprometimento emocional importante em muitos de seus portadores. A pessoa com halitose sofre uma grande discriminação em seu meio.
A correta escovação e o uso de limpador (à venda em farmácias) são duas providências simples e eficazes para limpar a língua de toda a sujeira das bactérias, a conhecida saburra, e eliminar o mau hálito. Se ainda assim o problema permanecer, então a causa pode não estar na boca e o recomendável é procurar um especialista.
No site da ABPO (www.abpo.com.br) existe o Click Mau Hálito, um serviço gratuito em que é possível avisar quem tem o problema, sem causar constrangimentos. A associação é que fará o contato para orientar o portador, de forma delicada e ética, sobre a melhor forma de resolver seu problema.